segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Que seja apenas palavras...

Cada personagem do meu filme é único.
Cada expressão, justificada por pensamentos, cada olhar submerso em segredos.
A minha vontade de ser simples...
É a mesma vontade de ser feliz.
Esqueço porém, que a própria vontade é um privilégio e saciá-la é ser livre.
Descobrir o metafísico é arriscar-se a pensar, é encontrar ao mesmo tempo, verdades dolorosas.

Como todos os mortais, sou comum.
Mas eu sei quem eu sou, e sei que sou a ponta da seleção natural de Darwin.
Em tudo, em qualquer lugar... somos os últimos seres humanos, evoluidos... um capricho de Deus, dos cosmos ou de quem quer que esteja nos julgando ou nos perdoando lá em cima.

No fim... nossa conciência irá perdurar, a morte é só do corpo, os pensamentos continuarão pairando num tempo sem horas e sem dor.
Continuaremos, nús...
Nos esmagando mesmo com toda a virtude.

(continua)